A "Seleção" - parte 2

Acreditem, esse livro existe. Logo abaixo, um pouco mais do que se pode esperar deste verdadeiro best-seller!
Hoje, o Parreira chegou no Rio de Janeiro e deu mais uma coletiva pra explicar (??) o fiasco do Brasil na Copa. Além dele, diga-se de passagem, só foram ouvidos Rogério Ceni, Gilberto, Cafú e Cris. Cadê o resto?
Confesso que, no fim da Copa, iria fazer um remember só das pérolas da Copa. Hoje, o número dobrou. O melhor é que elas falam por si, nem preciso comentar nenhuma!
"Não dá pra analisar toda uma geração por causa de um jogo." (Cafú, referindo-se a um suposto jogo da Copa)
"Ainda quero ser titular na próxima Copa" (Cafú, que acha que acabou de sair da puberdade)
"Essa seleção vai ficar marcada positivamente, como a de 82" (Cafú, que devia estar hibernando 24 anos atrás)
"Eu não podia colocar um cara pra marcar o Zidane pois isso ia desfigurar o time" (Parreira, configurador de times)
"Quando um cara como o Zidane resolve jogar, não adianta marcar ele nem com 4 caras" (Parreira. Mais uma chance)
"É difícil montar um time quando se tem jogadores com tanta qualidade" (Parreira. "A culpa não é minha, é desses caras que jogam demais!")
"A gente não teve tempo pra trabalhar." (Parreira, descontente um mês direto, mais eliminatórias, mais amistoso, mais...)
"Depois da partida, não conversei muito com o Roberto Carlos" (Parreira, abandonando o próprio time)
"Eu não podia colocar um cara pra marcar o Zidane pois isso ia desfigurar o time" (Parreira, configurador de times)
"Quando um cara como o Zidane resolve jogar, não adianta marcar ele nem com 4 caras" (Parreira. Mais uma chance)
"É difícil montar um time quando se tem jogadores com tanta qualidade" (Parreira. "A culpa não é minha, é desses caras que jogam demais!")
"A gente não teve tempo pra trabalhar." (Parreira, descontente um mês direto, mais eliminatórias, mais amistoso, mais...)
"Depois da partida, não conversei muito com o Roberto Carlos" (Parreira, abandonando o próprio time)
Não contente com isso, vou falar mais. Se as desculpas são medíocres, as tentativas de justificativa são tão nojentas quanto. Como defender uma equipe que simplesmente não joga? Como defender uma equipe que acredita que é possível vencer apenas vestindo uma camisa amarela bem passada? Como denfender não uma equipe, mas onze jogadores, que estão lá, em sua grande maioria, por puro egoísmo em busca de recordes? Ronaldo, Cafú e Roberto Carlos são exemplos de jogadores que ou não têm condições, ou não têm vontade de jogar. Entrar em campo desse jeito é o melhor para o Brasil? Vale mais que o hexacampeonato? Esses três, particularmente, são jogadores que denfendi, mas nunca mais terão meu respeito. Não foi apenas uma derrota, como disse o Cafú. Foi uma série de más exibições, com um futebol preso, indigno do que se conhece do nosso futebol, culminando emuma pseudo-partida. Torno a dizer: o jogo contra a França foi a pior exibição de um onze que presenciei. Exemplo? O lance do gol. No lance: Zidane na cobrança da falta, um jogador brasileiro na barreira, outros sete na área, contra cinco franceses, e Dida no gol. Zizou cobra. Cinco franceses e TRÊS brasileiros vão na bola. Quatro simplesmente ficaram parados, na linha da área, vendo o lance correr! Um deles, o responsável pela marcação do Henry, o Roberto Carlos, que deu migué. Além disso, aquilo é bola pra goleiro, o Dida podia muito bem ter saído nela. Por que essa apatia, esse desligamento? Isso é Copa do Mundo, porra! Conta-se nos dedos quantos jogadores cantam o hino do Brasil antes do jogo. Mercenários malditos com atitudes medíocres, cujas conseqüências quem sente somos nós, apaixonados por futebol. Admiração, estes senhores perderam com todos. Respeito, de muitos. O meu, inclusive.


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