Tapionzetmarton

Que porra de nome é esse? Num caminho imaginário, você se depara com várias coisas que, ali, parecem concretas: idéias, sonhos, opiniões. Você vê de tudo neste caminho, a grande maioria bizarrices. Eis que cruza seu caminho uma ovelha negra, com vontade de contar tudo, e com uma certa esperança de que seja você a pessoa que vai entendê-la. Depois de tanta insanidade neste mundo fictício, o momento do encontro com a ovelha chegou.

30 dezembro 2006

O último vagão

Essa vai pra fechar o ano.
Como eu ando meio inspirado, e tenho minhas Razões, decidi fazer diferente. Vou pirar na literatura, abordar temas malucos, sérios, non-sense... enfim, viajar legal. Posso falar de tatus-bola ou de psicodelia. Posso falar de jaguatiricas ou de Vida. E pretendo atualizar pelo menos a cada 15 dias.
Acho que a grande inspiração veio de um blog que encontrei num devaneio muito louco. Zine Vanilli, que logo vou colocar o link ali do lado. Parece meio voltado ao mundo feminino, mas como eu já falei no orkut, a posição que você mija não define sua personalidade, nem o que você sente.
Essa é uma amostra que achei fantástica e pertinente. É bom conferir, e pensar. Espero que a mensagem seja captada.

É só um cara. Não o ‘denso lago de mistérios gozosos onde você mergulhou e ainda não submergiu’. Nem o ‘sustentáculo de todos os ossos de seu corpo’, tampouco ‘o mármore onde está gravada a suprema razão de sua existência’. É só um cara. E quer mesmo saber? É um cara como todos os outros caras. Esse que te perguntou as horas no meio da rua – podia ter sido ele e você nem ligou. O mendigo, o ginecologista, o padre, o dealer. Ele estava ali o tempo todo. E ele não estava. Ele é só um deles. Vários. Uma legião. E ninguém. É só um cara. E não a sua vida. E não todos os dias da sua história. E não todas as suas lágrimas juntas em um único sábado solitário. Ele não é o destino. É um cara. Existem muitos destinos. Ele é só um cara que mal sabe escolher os próprios perfumes. Não sabe sangrar. Não sabe que nome daria a um filho. Não pode ficar mais tempo. Ele é só um cara perdido como muitos outros caras que você encontrou. E perdeu. Ele é só um cara. E você já esqueceu outros caras antes.

Ele não é só um cara, esse sim, esse esquenta as suas mãos e escuta os seus impropérios e gracinhas com o mesmo apego. Faz perguntas, faz suas unhas, faz comida, te leva o mundo numa bandeja quando você acorda. Ele não te deixou apodrecendo ali onde você não pudesse incomodar, não não: ele chegou meia hora antes e trouxe flores cor de laranja. Depois ainda te levou para algum lugar cheio de estrelas e pernilongos. E te avisou que quando seus olhos borraram do rímel. Ele é diferente de tudo o que é errado em seu mundo e em outros mundos. Não te poupou, porque sabe que você é esperta. Você diria que ele salvou sua vida se não soasse tão dramático. E se isso não fosse mentira – a sua vida velha não merecia ser salva e ele te trouxe uma vida nova que inventou só pra você. Ele te faz sofrer muito, porque sofrer é importante. Ele não faz planos ou promessas, só surpresas. Te ensinou a gostar de surpresas, a esperar, ele te deixa esperando, não deixa nada muito claro, você voltou a roer unhas, você nunca sabe, mas a verdade é que ele está sempre ali, ou logo adiante. Ele é diferente. Ele não é só um cara. Ele te ouve como se te entendesse, fala como quem soubesse o que dizer e não diz nada muitas vezes, porque ele entende os silêncios. Ele mente pra não te chatear e não te deixa descobrir. Ele existe. Você sabe que seriam bons amigos, bons parceiros, bons inimigos, mas você prefere ser a garota dele. E que serão importantes na história um do outro para sempre, independentemente de tudo que estiver pra acontecer. Porque ele não é só um cara. Você não quer mais só um cara. E ele é tudo que você quer hoje.

16 dezembro 2006

A falta de criatividade pra títulos

Promessa é dívida

Cinema

Só quero mesmo dar uns pitacos nos últimos filmes que assisti:
Carros: Filme muito bem feito, cenas bem legais. Mas história clichezão, pra criança. Pra quem quer rir, ainda vale a pena pelo Luigi! "Tô quase uma Ferrari, né, Luigi?!" Hauhauhauhauhaua
Os Infiltrados: Refilmagem do coreano Zona de Risco, com elenco Hollywoodiano. Show de bola, cenas tensas história bem montada. E, claro, Jack Nicholson, que rouba todas as cenas. Inclusive as que ele não aparece.
O Albergue: Sexo e violência gratuita. Sem razão de ser. Perda de tempo.


Música

Se DEUS quiser, quinta-feira tô no show da Maria Rita. Essa mulher me encantou de um jeito alucinante e meteórico. Tô contando as horas.

Desabafo

Tá foda. Escrevi um poema pra ela. Vou até tentar lembrar e postar. E sabe o que ela me diz, dentro da igreja? "Não sei o que você falou pra Manu. Mas se der merda, a culpa é tua." Massa, né? Acontece que deu merda sim. Pelo menos pra mim.
O poema é mais ou menos assim:

Quanto tempo mais eu vou sonhar?
Até quando eu preciso ter paciência?
Se da minha paisagem é você o mar
Dos meus pecados, a indulgência


Você conseguiu me tirar pra dançar
Sem sequer mover um único dedo
Você me dá asas pra poder voar
E força pra vencer todo tipo de medo

Se estamos vivendo uma dificuldade amena
Será que brigar e discutir vale a pena?
Ou seria esta pena uma merecida punição?

Todos os dias pelo teu nome te chamo
Pra mais uma vez te ouvir dizer "amo"
Sentindo tua voz tocar o meu coração

E eu ainda vou pirar muito nisso...
Taí de novo, até sei lá quando. Tomara que breve.

06 dezembro 2006

O desabafo

Eu sei que vou usar o Tapion pra uma coisa que eu não quero. Nunca quis que este espaço virasse lugar de contar historinha pessoal. Quero algo divertido, informativo, com opinião.
Mas não consigo pensar em mais nada nos últimos dias. E nada melhor que escrever pra desabafar.

Imaturo? Quem está armando um circo em cima de uma questão simples? Que uma conversa de 10 minutos resolve tranqüilamente?
Decepção? Quem tentou entender a cabeça do outro? Quem provou amor através de palavras E ATOS?
Correr atrás? Quem correu? Quando?
Largar os bets? Quem disse que era pra sempre? Quem acreditava mais nisso do que em qualquer barreira que pudesse aparecer? Quem acreditou, mesmo quando não devia?
Estupidez? Não digo que não fui estúpido, mas como reagir quando se vai contar uma coisa boa pra quem se ama e recebe uma chuva de pedras?
Falar por telefone? Por que você não falou? Por que escondeu?
Pior que isso, por que fez isso? O que você pensou quando voltou com ele? Você pensou em mim quando fez isso?
Eu não falei nada mesmo. E não falei pra te poupar do que eu queria falar. Já é difícil ouvir quem eu amo falando o que você falou, seria tão duro quanto te dizer o que eu quero.
Espero que você tome um chá de juízo. E que faça o que você mesma pediu pra mim: Seguir seu coração, e parar com essa racionalidade burra.
Só quero saber a verdade. Tô cansado de ser enganado.
Passei o dia inteiro esperando uma chamada tua. Vou continuar assim nos próximos dias. Semanas, meses, anos, se precisar.
E vou esperar por que não consigo te procurar, depois destes fatos deploráveis. Eu te amo, mas preciso que você me ame. De verdade. De coração. Por completo.

Pra me unir à limitada comunidade blogueira, vou colocar uma letra de música. Deprê, é claro. Mas pertinente.
Cada verso tem a ver com o que eu tô sentindo

50 Receitas (Leoni)
Eu respiro tentando encher os pulmões de vida
Mas ainda é difícil deixar qualquer luz entrar
Ainda sinto por dentro toda dor dessa ferida
Mas o pior é pensar que isso um dia vai cicatrizar
Eu queria manter cada corte em carne viva
A minha dor em eterna exposição
E sair nos jornais e na televisão
Só pra te enlouquecer até você me pedir perdão

Eu já ouvi cinqüenta receitas pra te esquecer
Que só me lembram que nada vai resolver
Porque tudo, tudo me traz você
E eu já não tenho pra onde correr

O que me dá raiva não é o que você fez de errado
Nem seus muitos defeitos, nem você ter me deixado
Nem seu jeito fútil de falar da vida alheia
Nem o que eu não vivi aprisionado em sua teia
O que me dá raiva são as flores e os dias de sol
São os seus beijos e o que eu tinha sonhado pra nós
São seus olhos e mãos e seu abraço protetor
É o que vai me falar, o que fazer do meu amor?

É um saco ter que usar este espaço pra isso. Mas foi bom.
Espero que você não leia isso. Porque quero falar tudo isso olhando nos seus olhos.
A próxima postagem deve voltar ao normal. Pelo menos, de cinema vou falar.

01 dezembro 2006

A volta triunfante

Já era tempo de reviver esta realidade virtual. Saudades do Tapion!!

E a volta é em grande estilo. Hoje à noite, começa o 15º Mini TLC, e eu tenho que falar pra galerinha alguma coisa sobre amizade. E quer texto melhor que esse aí em baixo?

Amigo,

Quando você estiver triste, ...
Eu vou te deixar bebaço e te ajudar a planejar uma vingança contra o pobre filho-da-puta que te deixou assim.

Quando você me olhar com desespero, ... Eu vou enfiar o dedo na sua goela e te fazer pôr pra fora o que estiver te engasgando.

Quando você sorrir, ... Eu vou saber que você finalmente deu uns "pega".

Quando você sentir medo, ... Eu vou te chamar de viadinho e tirar uma da sua cara sempre que tiver chance.

Quando você estiver preocupado, ... Eu vou contar histórias horríveis sobre o quão pior você poderia estar e te mandar parar de choramingar.

Quando você estiver confuso, ... Eu vou explicar pra você com palavras bem simples porque eu sei o quanto você é burro.

Quando você estiver doente, ... Fique bem longe de mim até se curar. Eu é que não quero pegar o que quer que você tenha.

Quando você cair, ... Eu vou apontar pra você e me cagar de rir do seu desengonço.

"Esta é minha jura, eu garanto, até o fim. Você me pergunta, "Por Quê?"
Porque você é meu amigo!"

E isso é só o (re)começo...