Tapionzetmarton

Que porra de nome é esse? Num caminho imaginário, você se depara com várias coisas que, ali, parecem concretas: idéias, sonhos, opiniões. Você vê de tudo neste caminho, a grande maioria bizarrices. Eis que cruza seu caminho uma ovelha negra, com vontade de contar tudo, e com uma certa esperança de que seja você a pessoa que vai entendê-la. Depois de tanta insanidade neste mundo fictício, o momento do encontro com a ovelha chegou.

25 fevereiro 2007

Blá blá blá

Bom, depois de insistências - [censurado], você não falou que ia atualizar toda semana, [censurado]? E daí que tava na praia, seu [censurado]? -, ameaças - cara, ou você posta alguma coisa logo ou eu... eu... sabe o que eu vou fazer?... sabe?... eu... sei lá, mas alguma coisa eu vou fazer! -, tendências suicidas - Postar logo PT Minha vida sem sentido PT Ass Anônimo PS Sem Tapion eu saio do PT PT -, entre outras coisas que andaram me perturbando nesse período de efervescência mental, vim dar uma pequena satisfação aqui. Não, não vim escrever nada bonito hoje. Vim falar umas coisas mesmo. Assim mesmo, idéias largadas ao vento.
Começando pelo prórpio blog. A idéia vai continuar a mesma, cada duas semanas eu posto um desses textos. Tô com um quase pronto, semana que vem ele tá aqui. Mas entre essas semanas, eu venho falar sobre aquelas coisas que eu gosto.
Lembram a idéia da historinha do blog? Voltou. E acho que vai ficar bacana. É aquela história, se eu curtir, não precisa mais nada. Talvez o Mattuza curta, aquele paga-pau, mas não faz muita diferença. Nem se a Josi gostar, se bem que ela lê e não fala nada. Nem se a Rafize gostar, mas essa nem se dá ao luxo de ler - tudo bem que não ter como entrar na net atrapalha um pouco. Nem se aquele outro cara que se inspira no Tapion pros comentários dele, o Arnaldo Jabor.
Antes que eu esqueça: Ontem vi o Grammy, e a minha admiração pelo Gnarls tornou-se definitiva. O cara é muito legal! Mas eu preciso conhecer o som das tais Dixie Girls, que ganharam tudo que podiam na festa. "Not read to be nice" dominou a noite. E hoje tem o Oscar. Vamos ver o que que rola.
Depois eu continuo isso. Ou não. Nunca sei.

01 fevereiro 2007

Edição extra n.º1

Dedicado à minha melhor amiga.

AMIGOS

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco ociúme, que não admite a rivalidade.E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências...A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar.Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure.E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porqueeles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.Se todos eles morrerem, eu desabo!Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer...Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!A gente não faz amigos, reconhece-os.(Vinícius de Morais)