Tapionzetmarton

Que porra de nome é esse? Num caminho imaginário, você se depara com várias coisas que, ali, parecem concretas: idéias, sonhos, opiniões. Você vê de tudo neste caminho, a grande maioria bizarrices. Eis que cruza seu caminho uma ovelha negra, com vontade de contar tudo, e com uma certa esperança de que seja você a pessoa que vai entendê-la. Depois de tanta insanidade neste mundo fictício, o momento do encontro com a ovelha chegou.

29 março 2007

Luto e agradecimento

**Tenho duas coisas pra falar. A primeira acabou de sair do forno. Música de fundo: "Assim Será", Los Hermanos

Talvez quando você sonhar em me querer, eu já tenha encontrado alguém que me queira.Talvez quando você precisar de mim, eu já tenha desfeito a vontade de te ajudar. Quem sabe quando você perceber que eu existo, eu já tenha desaparecido do seu alcance, e se por acaso um dia você quiser me amar, talvez esse dia eu transforme esse amor em amizade. Quando teus olhos sentirem falta de luz e você quiser me olhar eu já tenha ido atrás de outro alguém. Quando você cair na real e ver que me teve ao seu alcance e não quis me amar, então peça a Deus para mudar nossos caminhos e lançar um aos braços do outro. E se por acaso, por obra do destino eu passar com outro, saiba que esse outro foi quem me segurou com as duas mãos na hora da queda. Se você sentir que está sofrendo, por um amor não correspondido, console-se porque ontem eu também sofria por um amor seu. E se depois de tudo que escrevi você continua não entendendo que sofro porque TE AMEI, então esqueça tudo que leu e concentre-se nessas palavras: VOCÊ ME PERDEU!

**Esta segunda coisinha eu dedico aos meus verdadeiros amigos: Meu irmão, André Merlin, minha maninha Rama, Tigas, Mary (saudade!), Ana e Fer (pra estas duas, a música de fundo é - pasmem! - "Toca um samba aí", Inimigos da HP). Vocês estiveram comigo na alegria e na doença, na saúde e na tristeza. Sou grato por cada momento, sei que posso contar com vocês. O melhor é pouco perto do que vocês merecem. Música de fundo: "Crazy", Gnarls Barkley

"Pode ser que um dia deixemos de nos falar, mas enquanto houver amizade, FAREMOS AS PAZES DE NOVO. Pode ser que um dia o tempo passe. Mas, se a amizade permanecer, um do outro há de se lembrar. Pode ser que um dia nos afastemos. Mas, se formos amigos de verdade, a amizade nos reaproximará. Pode ser que um dia não mais existamos. Mas se ainda sobrar amizade, nasceremos de novo, um para o outro. Pode ser que um dia tudo acabe. Mas, com a amizade, construiremos tudo novamente, cada vez de forma diferente, sendo único e inesquecível cada momemento que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre"..... (Albert Einstein)

**Tenho minhas dúvidas sobre essa última autoria, mas vá lá...

25 março 2007

Blá blá blá 2

Hoje não estou inspirado. Também não estou com vontade de falar sobre o que tô sentindo. Mas tô com vontade de escrever. Então, vou falar só de fatos, coisas que estão acontecendo.

Coritiba

Tô com saudade de falar bem do meu time. Faz alguns anos que só vejo meu Coxa jogar mal. E hoje não foi diferente. O Coritiba é vice-líder do grupo A da segunda fase do Campeonato de Verão, também conhecido como Paranaense, empatado com o Paraná. Está classificado para a segunda fase da Copa do Brasil, e joga em casa por um empate para passar às oitavas-de-final. Grande coisa. Os adversários deste começo de ano não são parâmetro pra nada, nem mesmo pra Série B do Campeonato Brasileiro, que somos obrigados a disputar pela imcopetência de um único homem. Minha torcida é que nossos garotos consigam a promoção à Série A de 2008. De resto, fico esperando que o joio seja despejado pra fora do Couto Pereira. E nunca torne a pôr seus fétidos pés dentro do Monumental.
Vou reler "O Campeoníssimo", pra encontrar a passagem que cita a grande sacada de Evangelino Costa Neves, o maior coxa-branca da história: Sempre começava a montar seus grandes times por um técnico de renome. Tendo um bom técnico, atrairia bons jogadores. Simples, não? Mas o técnico do Coritiba hoje é Guilherme Macuglia.

Cinema

Os últimos bons filmes que assisti foram todos no cinema:
-Motoqueiro Fantasma, que tem uma história até meio clichê, deixando muita coisa importante da história do herói passar sem qualquer menção. Pra compensar isso, que já é um erro tradicional da maioria dos filmes de adaptação, cenas estonteantes. Em certos momentos, até se esquece das falhas pra focar na qualidade dos efeitos. Bela atuação de Nicolas Cage, mais uma vez, mesmo sabendo que outro ator menos famoso seria mais adequado, pra que surgisse uma identificação com o personagem. "You... Guilty!"
-Mais Estranho que a Ficção tem uma história nada convencional, que prende o espectador até o último segundo do filme. Película que vale a pena ser estudada: o nome das ruas apresentadas são todas referentes a grandes matemáticos, o quarto branco da autora tem uma grande ligação com o bloqueio que ela sofre para escrever (já que suas novelas se identificam com a temática morte), entre várias outras peculiaridades. Will Ferrel mostra que é mais que um ator de comédia lançando-se em seu segundo drama - depois de Melinda e Melinda -, e novamente saindo muito bem.
-À Procura da Felicidade apresenta um roteiro que busca emocionar a cada cena. Consegue em vários momentos, até pela sintonia de Will Smith e seu filho. Serve como motivador, também. Mas não creio que seja nenhum grande ícone na questão técnica. Se bem que não é isso que o público está interessado num primeiro momento; portanto, torna-se um filme que agrada também os menos familiarizados com o costume de ver filmes.
Só peço, por favor, pra ninguém assistir Sangue e Chocolate. Lobisomens e lobismulheres num romance sem sentido na Romênia. Não vi nada a ser aproveitado. Nada. E também não quero lembrar mais dele.

Cotidiano

Cara, é muito tenso descer na Big Tower do Beto Carrero! Acho que tô sentindo as vertigens até agora. Mas vale muito a pena, tanto que fui três vezes lá! Hehehe... Isso sem falar nas xícaras malucas, onde os malucos eram eu, o Bob e o Alisson! Só ver o vídeo no perfil do Bob no orkut.

Música

Ainda não achei o blog que tô procurando sobre música. Blog, porque não achei um site com notícias interessantes do mundo fonográfico. Quando eu achar, vou colocar o link aí do lado. Falando especificamente sobre música, tô na expectativa pelo quinto CD do Los Hermanos. Também esperando os shows que tão vindo pra Curitiba: Aerosmith, Chili Peppers, Evanescence e Nazareth. Isso que já perdi Mutantes e Monobloco. Vamos ver o que acontece na seqüência.

Vou postar isso mesmo, e o que eu lembrar de interessante eu volto e posto. Só pra fechar, queria dizer que amo.

10 março 2007

Chuva

Chuva. Simples assim.
Tá chovendo. E eu adoro essa garoa. É até melhor que um dia de sol, aberto, sem nenhuma nuvem. A garoa caindo assim, bem de leve, e caminhando de mãos dadas com o vento. Batendo no rosto, no pescoço, no braço que ficou descoberto pela manga curta da camisa, e só fingindo que molha. Molha, claro, mas é tão pouquinho que, se entrar em qualquer lugar fechado, ninguém vai perguntar se “está chovendo lá fora?”, e eu não vou precisar responder que não, que eu estou assim molhado porque todo mundo na rua resolveu cuspir em mim. Essa garoa. Até o ar que se respira é mais gostoso, mais puro. O cabelo molha nem muito nem pouco, o suficiente pra passar a mão e dar aquela arrumada de última hora. Tudo bem que não tem jeito com a areia, vira barro de qualquer jeito. Mas nos poucos lugares que isso acontece, dá pra evitar dando uma pequena voltinha. Garoa plenamente refrescante. Na minha singela opinião, revigorante.
Você odeia essa tempestade. O céu azul, aquele azul, foi encoberto por um cinza escuro que parece te olhar com raiva, que está ali só pra atrapalhar a sua vida. Cadê o brilho do sol? Até parece que não existe mais! Os planos acabaram: não dá pra sair de casa, não dá pra usar as coisas de casa – porque a luz acabou, e tem que se contentar com uma vela – nem do vizinho, se já saiu de casa vai blasfemar contra tudo e todos porque já está encharcada. Ainda se Deus tivesse avisado antes, dava tempo de construir uma arca. A blusa rosa molhada, a calça jeans desbotada, o allstar assobiando a cada passo que você dá, num ritmo que eu conheço bem o suficiente pra não me fazer dormir de noite. Eu ainda te dei um guarda-chuva, mas acho que ele não agüentou a força da tempestade. Além de tudo isso, eu adoro seu cabelo molhado. Lembro de um dia, quando você estava com o cabelo molhado... Mas você só vê a tempestade.
E essa é só mais uma chuva. O céu fechou, a água refrescou quem queria ser refrescado, molhou quem queria ser molhado, atrapalhou quem queria ser atrapalhado. Ela acabou, mas não morreu. Ela está por aí, no meio da grama, num pedaço de terra encharcado, numa poça que ainda não secou. O sol vai bater, a água vai subir sem você ver, e vai chover de novo. Quando a mulher da TV avisar, eu já vou estar preparado. Só falta saber se eu vou querer ser refrescado, molhado ou atrapalhado. Você também. A gente também.